domingo, 14 de março de 2010

Saúde Pública


Hoje o assunto é de saúde pública. Gripe H1N1

Já tomei a vacina da gripe H1N1 e não senti absolutamente nada. Nenhuma reação adversa.
É importante que todos se vacinem. Quanto mais prevenção, mais proteção.
Aqui vão outros cuidados importantes:

  • lavar as mãos com freqüência, principalmente após tossir ou espirrar

  • ao tossir ou espirrar, cobrir a boca com lenço descartável

  • não compartilhar alimentos, copos outros objetos de uso pessoal

  • pessoas com qualquer gripe (inclusive a comum) devem evitar circular em ambientes públicos e de aglomeração de pessoas (doente fica em casa)

  • procure o médico ou posto de saúde para diagnóstico e tratamento adequados

  • não usar medicamentos sem orientação médica. A automedicação pode levar a danos a saúde.

A Influenza Pandêmica (H1N1) 2009 é uma doença respiratória contagiosa causada por um novo subtipo de vírus da gripe. Assim como a gripe comum, a Influenza Pandêmica (H1N1) 2009 é transmitida, principalmente, por meio de tosse, de espirro e de contato direto com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Entre 7 e 14 dias a partir da contaminação pelo novo vírus, os sintomas podem aparecer. Você deve procurar a unidade de saúde mais próxima ou o seu médico de confiança se apresentar febre, tosse e dificuldade respiratória.


O vírus pode resistir de 24 horas a 72 horas fora do organismo, e pode também permanecer vivo em uma maçaneta ou superfície lisa por até 10 horas!

Por isso a importância de lavar as mãos com freqüência ou uso de álcool gel.

A vacina contra a influenza sazonal não previne também contra a Influenza H1N1. A cada ano a vacina é modificada, os componentes são diferentes, e ela só serve para aquele tipo específico de vírus influenza.
A incidência de efeitos colaterais (eventos adversos) é pequena. A OMS estima que foram distribuídas cerca de 80 milhões de doses da vacina contra a influenza pandêmica e até o final de novembro foram vacinadas aproximadamente 65 milhões de pessoas. A grande maioria dos efeitos colaterias que vem se apresentando se assemelha a vacina sazonal administrada em idosos, que são reações leves: dor local, febre baixa, dores musculares, que se resolvem em torno de 48 horas.
Nas clínicas particulares, está prevista a chegada das vacinas a partir do inicio do mês de abril. A vacina será conjugada: H1N1 + sazonal na mesma seringa. Isto significa que com uma picada já estará imunizado para as duas gripes. O custo será de aproximadamente R$ 80,00.


Se você está fora dos grupos selecionados à vacinação dos Postos de Saúde vá a uma Clínica particular. Não enrola.

Mais informações no site do Ministério da Saúde: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1616

Coragem... não dói nada e previne muito. É o que se quer!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Papo de Farmacêutica II


Volto hoje com mais um Papo de Farmacêutica. Várias são as pessoas que usam a sibutramina para emagrecer. Os alertas na midia são muitos e acredito ser importante mais um pouquinho, aqui no blog.




SIBUTRAMINA (Reductil®)

A sibutramina é um medicamento anorexígeno relacionado estruturalmente com as anfetaminas. Inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina, e em menor escala a dopamina, no Sistema Nervoso Central, provocando uma sensação de saciedade e aumentando o gasto metabólico.


A sibutramina está indicada como terapia complementar dentro de um programa para o controle de peso para:



  • Pacientes com obesidade, cujo IMC é de 30 kg/m2 ou superior

  • Pacientes com sobrepeso, cujo IMC é 27 kg/m2 ou superior, que apresentem outros fatores de risco, como diabetes tipo 2 ou dislipidemia.

Contra-indicações:



  • Causas orgânicas de obesidade

  • Hipersensibilidade conhecida a sibutramina

  • Antecedentes de transtornos graves de alimentação

  • Enfermidades psiquiátricas

  • Pacientes com transtorno bipolar

  • Uso simultâneo, ou nas duas últimas semanas, de inibidores da monoamino-oxidase (IMAO) ou triptofano para o tratamento de transtornos do sono

  • Antecedentes de cardiopatia isquêmica, insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia ou arritmia

  • Hipertensão não controlada adequadamente

  • Enfermidade hepática grave
    Enfermidade renal grave


Os efeitos colaterais mais comuns associados ao cloridrato de sibutramina são:


  • boca seca

  • dor de cabeça

  • constipação

  • insônia

  • náuseas

  • alteração no paladar

  • vômitos

  • palpitação

  • hipertensão

Recomendações aos pacientes:


A sibutramina causa pequena elevação na pressão sanguínea média, sendo que em alguns pacientes essa elevação é mais importante. Recomenda-se a pacientes usando sibutramina que monitorem a pressão sanguínea regularmente. Pessoas com pressão sanguínea descontrolada não devem usar cloridrato de sibutramina. Em caso de dúvida, devem contactar o seu médico ou farmacêutico.


Recomendações para os profissionais de saúde:



  • Os médicos devem repensar a indicação destes medicamentos e rever o tratamento dos doentes que estão atualmente utilizando sibutramina

  • As farmácias não devem dispensar estes medicamentos sem a apresentação e retenção da receita médica

  • Os doentes em tratamento com sibutramina devem marcar uma consulta com o seu médico, assim que possível, para discutir as alternativas terapêuticas

Aqui vai um texto que também esclarece dúvidas, escrito por uma amiga que também é farmacêutica:


Em 2009, o FDA alertou que pacientes ou usuários de sibutramina com problemas cardíacos ou que tivessem histórico destes problemas (arrtimias, angina...) evitassem o uso deste medicamento, porque dados de estudos preliminares tinham sugerido maior número de eventos adversos cardiovasculares em pacientes usando sibutramina, quando comparados com o grupo placebo. Desta forma, foi concluído no final de 2009, o estudo denominado de SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), que demonstrou e confirmou aumento do risco cardiovascular não fatal nos usuários de sibutramina. O risco de desenvolver infarto, derrame ou parada cardíaca aumenta em 16% nos usuários do medicamento, quando comparado com o grupo placebo. O Comitê de Medicamentos para Uso Humano da EMA (CHMP) concluiu que os riscos destes medicamentos são mais elevados do que os benefícios e recomendou a suspensão das respectivas Autorizações de Introdução no Mercado (AIM) na União Europeia. Nos EUA, o FDA não proibiu a comercialização, mas solicitou a inclusão destas novas contraindicações (fator de risco ou histórico de angina, isquemia, arritmia, falência congestiva, hipertensão incontrolada) na bula do produto. Com base nos estudos, no Brasil a Anvisa contraindica o uso em pacientes com histórico de doenças cardiovasculares.




Fontes:






Luciana Dos Santos

Farmacêutica do Centro de Informações sobre Medicamentos - HCPA

sábado, 23 de janeiro de 2010

Papo de farmacêutica


Hoje vamos falar sobre medicamentos. Afinal, sou farmacêutica!
Nos últimos anos, o uso de omeprazol tem sido cada vez mais freqüente. Aqui vai uma dica importante para o tratamento. Não preciso nem bater na tecla do papo que “sempre consultar um médico”. Se precisarem de um gastroenterologista excelente: Dr Guilherme Sander, tem consultório no Mãe de Deus Center.
O omeprazol deve ser tomado, preferencialmente, em jejum pela manhã, engolindo as cápsulas inteiras com a ajuda de um pouco de água. Os pacientes com dificuldade de engolir as cápsulas devem abri-las e misturar as “bolinhas” (pellets) com algum líquido ácido (iogurte, por exemplo). Nunca triturar ou mastigar os pellets. Outra possibilidade é comprar os comprimidos dispersíveis, normalmente mais caros, que podem ser diluídos em água. Os comprimidos dispersíveis (Losec® MUPS®) também são mais adequados para pacientes que usam sonda para alimentação, pois evita obstrução da mesma. Uma alternativa mais barata é colocar os pellets de omeprazol em 50 mL de solução de bicarbonato de sódio 8,4% e agitar fortemente por um bom tempo, até desmanchar os pellets. Existe a possibilidade de encomendar em farmácias de manipulação. Porém, muito cuidado com a qualidade da manipulação!!! Até a próxima!