terça-feira, 21 de dezembro de 2010

De olho neles!

Recebi este texto pelo e-mail e resolvi multiplicar.

Aumento de 62% nos vencimentos, e que de Brasília vem em cascata para a Assembléia Legislativa e etc, etc, etc.

Ao todo, 279 deputados federais apoiaram o requerimento de urgência para a votação do projeto de decreto legislativo que aumentou os vencimentos de deputados federais, senadores, presidente e vice-presidente, ministros para R$ 26,7 mil. Apenas 35 se manifestaram contra a urgência de votar. O novo salário entra em vigor a partir de 1º de fevereiro de 2011. A aprovação do regime de urgência abriu caminho para que o texto fosse aprovado a toque de caixa logo em seguida. Primeiro, pelos deputados e, depois, pelos senadores.
Nas duas Casas, a votação foi simbólica, ou seja, do tipo em que o congressista não declara seu voto. Na simbólica, quem preside a sessão anuncia: “Aqueles que aprovam, permaneçam como estão”. Para, em seguida, emendar: “Aprovado”.
Por se tratar de decreto legislativo, o texto não será enviado à sanção presidencial, expediente que permite eventuais vetos.
No Senado, apenas três senadores se manifestaram contra o aumento salarial:
A senadora Marina Silva (PV/AC),
O líder do PSOL, senador José Nery (PA)
O líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR)

SENADORES DO RIO GRANDE DO SUL: Pedro Simon (PMDB) — Mandato termina em 2014: "Votei a favor do reajuste porque quero que seja extinta a verba de representação. Entrei hoje (20.12.2010) com projeto extinguindo a verba de representação."

Paulo Paim (PT) — Reeleito, "Como foi aprovado, sou contrário. Nem sabia da votação. Sempre fui favorável a um entendimento definitivo sobre o tema para a retirada dos penduricalhos."

Sérgio Zambiasi (PTB) — Não se candidatou. "Nem sabia que estava na pauta, não foi anunciado. Foi precipitado, votado às pressas, sem chance de discutir. Poderiam ter deixado para a próxima legislatura."

Veja como os DEPUTADOS do Rio Grande do Sul votaram o regime de urgência do aumento que os beneficiou, de acordo com as informações da própria Câmara:
Cláudio Diaz PSDB Sim
Darcísio Perondi PMDB Sim
Fernando Marroni PT Sim
Germano Bonow DEM Sim
José Otávio Germano PP Sim
Luis Carlos Heinze PP Sim
Marco Maia PT Sim
Mendes Ribeiro Filho PMDB Sim
Osmar Terra PMDB Sim
Paulo Roberto Pereira PTB Sim
Pompeo de Mattos PDT Sim
Renato Molling PP Sim
Sérgio Moraes PTB Sim
Vieira da Cunha PDT Sim
Vilson Covatti PP Sim
Emilia Fernandes PT Abstenção
Luciana Genro PSOL Não
Paulo Pimenta PT Não


Quem não votou: Beto Albuquerque (PSB) — Reeleito "Não votei, mas me posicionaria contra se estivesse lá. Se tivesse só correção da inflação, seria justo. Um aumento neste tamanho não tem razoabilidade."

Afonso Hamm (PP) — Reeleito "Não votei, mas sou favorável. Só lamento que não fizemos as outras votações necessárias. A mesma agilidade deveríamos ter para o reajuste dos policiais."

Enio Bacci (PDT) — Reeleito "Não votei, mas sou contrário. A questão de aumento salarial de parlamentar tem de ser precedida de uma ampla discussão com a sociedade."

Henrique Fontana (PT) — Reeleito "Não estava no plenário no momento da votação, mas sempre defendi o reajuste de acordo com a inflação. Isso resultaria num aumento perto de 25%."

Ibsen Pinheiro (PMDB) — Não se candidatou "Não votei, mas sou favorável. Foi uma reposição de uma igualdade constitucional. Fico muito à vontade porque estou falando de algo que não me afeta pessoalmente."

Manuela D'Ávila (PC do B) — Reeleita "Eu teria votado contra se estivesse aqui (estava em viagem à África). Temos pautas mais importantes para votar como o aumento do salário mínimo."

Maria do Rosário (PT) — Reeleita "Não votei. Ainda que os valores sejam altos, há um aspecto positivo: não existe mais reajustes a partir de agora. Os deputados não reajustarão mais os seus próprios salários.

Nelson Proença (PPS) — Não se reelegeu "Não votei. Os deputados, como juízes e ministros, têm de ganhar bem. Tem de acabar com a hipocrisia. Sou a favor que se ganhe bem e acabe com os penduricalhos."

Pepe Vargas (PT) — Reeleito "Eu não votei, mas a minha posição era de que tinha de ter aumento pela inflação. A forma como foi aprovado ontem foi um equívoco."

Renato Molling (PP) — Reeleito "Nós deveríamos ter aumento, mas foi exagerado. Eu não estava no plenário na hora da votação, mas, se estivesse, entre votar e não votar, teria votado a favor".


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